Alongar prazo de pagamento se tornou prática recorrente na cadeia moveleira, uma forma de aliviar o caixa de quem compra. Mas o que parece alívio de um lado pode virar armadilha do outro.
Onde mora o problema
Quando o prazo médio de recebimento de uma fábrica não acompanha o prazo médio de pagamento aos fornecedores, o capital de giro fica pressionado, a empresa segue operando, mas com cada vez menos fôlego financeiro real.
Por que passa despercebido
O problema raramente aparece de forma explícita. Ele se acumula aos poucos, mês após mês, até virar um gargalo silencioso que só fica visível quando o caixa já está no limite.
O risco em cadeia
Fornecedor que sente esse aperto tende a cobrar mais, priorizar outros clientes ou reduzir flexibilidade de entrega, o que pode comprometer prazo e qualidade em outra ponta da cadeia.
O que muda o jogo
Negociar prazo, isoladamente, resolve no curto prazo mas não resolve a causa. O que sustenta a operação de verdade é enxergar o ciclo financeiro com clareza, saber, em tempo real, se ele está fechando ou drenando caixa aos poucos.

