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O motor do setor moveleiro trocou de lugar

Por Asisto ·

Gráfico comparando exportação e mercado interno de fevereiro a julho

Durante anos, o crescimento do setor moveleiro brasileiro esteve atrelado ao mercado externo. Exportar era o caminho natural pra quem já tinha escala de produção, e o desempenho das exportações costumava ser tratado como termômetro da saúde do setor.

Esse cenário mudou. Desde agosto de 2025, o mobiliário brasileiro enfrenta uma tarifa de até 50% para entrar nos Estados Unidos, o principal destino das exportações do setor. O impacto apareceu direto nos números: queda nas exportações, mês após mês, revertendo um movimento que antes era de expansão.

Ainda assim, a produção do setor segue em alta neste ano. O ritmo de crescimento desacelerou frente ao período anterior, mas não parou, o que muda é de onde esse crescimento vem.

Quem construiu a operação em torno da exportação sentiu o impacto primeiro e de forma mais direta. Já quem manteve o foco no mercado interno encontrou um terreno mais estável para sustentar resultado, justamente no momento em que o cenário externo ficou mais instável.

Isso reposiciona uma pergunta que estava adormecida, até que ponto vender pra fora ainda é a aposta mais segura de crescimento? Pra parte do setor, a resposta já mudou, e o mercado interno deixou de ser plano B pra virar sustentação principal.

O que fica claro é que a fonte de crescimento do setor moveleiro não é mais a mesma de alguns anos atrás. Quem acompanha de perto essa mudança de eixo entende melhor onde investir energia e recurso daqui pra frente.

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